Você liga a TV e lá estão elas. Sai na rua e encontra seus rostos estampados em outdoors. A conhecida voz anuncia um produto no rádio. A mesma que toca no seu iPod enquanto você faz sua corrida matinal.
Em todo lugar que olhamos, lá estão elas: as celebridades. Sejam aqueles atores de fato renomados, aquele cantor famoso ou o preferido de todo mundo (ainda que ninguém admita): a subcelebridade.
Sabe? Aquela subcelebridade. Aquele ator que só tem papéis desnecessários nas novelas e que atingiu seu auge numa produção da filha no.3 do seu Sílvio. Aquele (o que ele faz mesmo?) que está sempre no Superpop comentando casos polêmicos ou chorando na Sônia Abrão porque não tem mais a fama (?) de antes. Aquele ex-BBB que não perde uma festa e uma chance de aparecer no TV Fama. Aqueles tantos que ficaram famosos pelo YouTube, viraram referência nos blogs e no twitter, até que um programa vespertino levou eles para a grande mídia.
Vai, você os conhece. Você já riu deles. Já entrou num blog de humor ácido, que comenta tudo que eles fazem para o seu deleite. Já mandou aquele vídeo pro seu amigo no Orkut.
Mas vai. Você também deve ter invejado eles. Não fazem nada, mas todo mundo comenta sobre eles. E pelo visto eles tem dinheiro. Você tá aí: dando duro, no anonimato, e sem nada pra gastar.
Andy Warhol professou aquela frase clichê... No futuro, todo mundo será famoso por quinze minutos. Vá! Coloque um micro-vestido rosa, grave versões para conhecidas músicas pop, encene algo para as câmeras, inscreva-se num reality show. Eu sei que você também quer estar no lugar deles.
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